segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Bossa n' Roses
Mesmo os apreciadores da banda mais perigosa do mundo gostam, de vez em quando, de ouvir temas mais calmos. Este projecto, Bossa n' Roses, é a combinação perfeita entre o suave balanço da Bossa Nova, o estilo requintado do Jazz e as letras e ritmos alucinantes da banda liderada por Axl Rose.
O produtor do álbum chama-se Miko Jackson e para além deste, tem ainda outros trabalhos do género (Bossa n' Marley, Bossa n' Stones, etc.).
Pessoalmente, considero este Bossa n' Roses algo de muito bom, as vozes usadas, os ritmos leves e as parecenças às músicas originais sempre presentes deixam-me maravilhado.
Veja aqui a lista de faixas e comprove:
1º- Intro
2º- Patience
3º- Sweet Child o' Mine
4º- Paradise City
5º- November Rain
6º- You Could be Mine
7º- Knockin' On Heaven's Door
8º- Since I Don´t Have You
9º- Don´t Cry
10º- Welcome To The Jungle
11º- It´s So Easy
12º- Used To Love Her
13º- Live And Let Die
14º- Outro
Depois de ouvir, a curiosidade vai ser tanta que começará, certamente, a coleccionar álbuns da série "Bossa n'". Ouça algumas músicas aqui:
Knockin' On Heaven's Door
Sweet Child o' Mine
Paradise City
CONCERTOS - The National
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Airbourne - No Guts. No Glory.
Tal como prometido ainda em Novembro de 2010, chegou agora a altura do Post it! Music publicar a sua análise a novo álbum do grupo australiano (para saber mais sobre a banda, siga este link).
Depois de ouvirmos Runnin' Wild, as esperanças em relação a "No Guts. No Glory" eram inquestionavelmente elevadas e confiantes. "O novo álbum deve ser muito bom", foi o que pensei enquanto me preparava para o ouvir com atenção.
Antes de uma apreciação mais detalhada, quero referir que esperava um pouco mais. Esperava um novo álbum fiel ao estilo "AC/DC" de Runnin' Wild mas com uma originalidade que o tornasse facilmente identificável. Em vez disso veio um álbum que, apesar de estar bom numa observação geral, não inova face ao anterior nem face ao que já existe. Ainda assim continuam a ser, para mim, uma banda com bons padrões de qualidade.
Sao 13 músicas novas, quase todas elas com uma duração comum à música pop (cerca de 3 minutos). Fica aqui a lista das faixas:
1º- Born To Kill
2º- No Way But The Hard Way
3º- Blonde, Bad And Beautiful
4º- Raise The Flag
5º- Bottom Of The Well
6º- White Line Fever
7º- It Ain't Over Till It's Over
8º- Steel Town
9º- Chewin' The Fat
10º- Get Busy Livin'
11º- Armed And Dangerous
12º- Overdrive
13º- Back On The Bottle
Avaliação Global: 4,25
Se há coisa que é necessário reconhecer é a homogeneidade do álbum, sempre fiel ao mesmo estilo, ao mesmo ritmo, aos mesmos refrões (a nível instrumental). Comecei com "Born to Kill" e a sua entrada sempre a abrir (veio-me "Runnin' Wild" à cabeça). Sinceramente, se me dissessem que esta era uma nova música de uma banda com 20 anos de experiência, eu acreditaria (com destaque para o bom solo de guitarra e ainda para o solo de bateria algo frenético).
Continuei a ouvir "No Guts. No Glory" com atenção (convencido que o melhor ainda estava para vir). A segunda faixa do álbum passou-me um bocado ao lado e rapidamente passei para "Blonde, Bad and Beautiful", ficando cada vez mais convencido da boa qualidade do que estava a ouvir.
Na verdade, não tenho muito a dizer sobre a grande maioria das faixas que se seguiram. Todas elas (ou quase) são interessantes, bem compostas, aceleradas e... Quase iguais!
Este é o problema do segundo grande projecto dos Airbourne. São boas músicas isoladamente e percebe-se que a banda se preocupou em agradar igualmente em todas as músicas usando uma fórmula já velha. Como se costuma dizer, em equipa que ganha não se mexe e esta é, para mim, a melhor descrição para o que ouvi.
Já um pouco exausto da mesma sonoridade, posso ainda acrescentar que as duas últimas faixas do álbum estão um pouco mais originais e arriscadas .
Conclusão: Gostei, mas esperava mais. Esperava algo diferente do álbum "Runnin' Wild" mas igualmente bom e, afinal deparei-me com um álbum igualmente bom em qualidade técnica mas uns furos abaixo em originalidade. De qualquer forma, recomendo.
Ouça aqui algumas músicas:
Born to Kill
Blonde, Bad and Beautiful
Overdrive
CONCERTOS - M. Ward
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Solomon Burke
Tal como tínhamos prometido quando anunciámos a morte do músico, o Post it! Music faz agora um post sobre Solomon Burke, ou Big Soul, como era referido.
Solomon nasceu na Filadélfia a 21 de Março de 1940 no meio de uma família pobre e de fortes crenças religiosas (católicas). A sua ligação a esta religião fez-se notar desde cedo como mestre de cerimónias de um programa de rádio Gospel onde esteve ao lado de Martin Luther King Jr.
Durante os anos 60 (nos 20 de Solomon) assinou um contrato com a Atlantic Records que lhe permitiu ter vários singles nos tops de vendas, entre eles destacam-se os mais conhecidos "Down in the Valley", "Cry to Me" e "Everybody Needs Somebody to Love" (ainda que nem todos os temas ficado muito famosos nas versões originais).
Desde esta gloriosa década que o nome do Big Soul andou esquecido dos ouvidos do mundo (injustamente, para muitos), ainda que as referências a Solmon Burke por parte de outros músicos tivessem sido constantes ao longo dos anos.
Felizmente foi relembrado em vida já no novo milénio quando entrou para o Rock and Roll Hall of Fame em 2001, o que deu uma nova vida à sua carreira possibilitando o lançamento de "Don't Give Up on Me" em 2002, um álbum com músicas compostas de propósito para grandes artistas como Tom Waits, Bob Dylan ou Van Morrison.
O seu último projecto realmente grande surgiu em 2006 e homenageou uma grande paixão sua, a música Country. Importa ainda referir que este projecto lhe valeu um Grammy nesse mesmo ano.
A sua morte ocorreu a 10 de Outubro de 2010 em Amsterdão (estava a realizar uma tourné por toda a Europa). Teve uma morte natural aos 70 anos de idade (ainda que sofresse de obesidade mórbida).
Foi com nostalgia que vimos Solomon Burke partir, mas ficam os bons trabalhos, os bons temas realizados ao longo de quase 50 anos de carreira e de mais de 35 álbuns originais lançados. A título de curiosidade, Burke deixou também 21 filhos e 90 netos.
Ouça aqui algumas músicas:
Down in the Valley
Cry to Me
Everybody Needs Somebody to Love
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Xutos & Pontapés vs Ornatos Violeta - Circo de Feras
Original - Xutos & Pontapés
Cover - Ornatos Violeta
Ornatos Violeta
Quem nunca ouviu falar, pelo menos uma vez, naquela que é para alguns (principalmente os mais jovens) a melhor banda de rock português de sempre? Os Ornatos Violeta deixaram a sua marca nos anos 90, ainda que nos tenham deixado um curto reportório.
A banda formou-se em 1991 com os membros com que se manteve até à separação:
- Manel Cruz (voz)
- Nuno Prata (baixo)
- Peixe (guitarra)
- Kinörm (bateria)
- Elísio Donas (teclado)
Apesar da junção no início dos anos 90, o primeiro álbum só surgiu em 1997. Por este motivo há muitas músicas produzidas pela banda que ficaram guardadas na gaveta (quem sabe, eternamente...).
Surge então o "Cão!", o primeiro trabalho da banda originária do Porto e, para surpresa de muitos, contou até com um dueto com a cantora portuguesa Manuela Azevedo (vocalista dos Clã). As críticas foram as melhores e o trabalho de Manel Cruz foi de tal forma elogiado que desde então legiões de fãs se formaram pelo país (sendo considerado por muitos, o melhor letrista português).
Passados dois anos, os Ornatos Violeta apresentam um novo álbum de originais. "O Monstro precisa de Amigos" é ainda hoje considerado por alguns como o melhor álbum de rock nacional de sempre. Apresentou-se com uma sonoridade muito bem trabalhada, com participações de luxo e com letras praticamente magistrais. A acompanhar tudo isto, junta-se a invulgar voz de Manel Cruz em excelente forma durante a totalidade das músicas.
Com muita pena se viu a separação dos Ornatos em 2002 sem justificação aparente. Ainda hoje se espera um regresso da banda mas, enquanto não regressarem, contentamo-nos com os restantes projectos de Cruz e com a sua natural capacidade para escrever músicas.
Uma pequena nota final de agradecimento... Pelas contagens de visitas realizadas ao blog, percebemos que temos muitas visitas do Brasil. É para mim um prazer tentar mostrar à população brasileira o que há de melhor na música portuguesa.
Ouça aqui algumas músicas:
Ouvi Dizer
Chaga
Fica aqui também uma versão da música Ouvi Dizer cantada por Filipe Pinto, vencedor da edição 2009/2010 dos Ídolos em Portugal
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
NOTÍCIA - Arcade Fire ganham melhor álbum do ano
The Suburbs (nome do álbum premiado) recebeu principal atenção no Post it! Music por ter sido considerado particularmente bom. É por isso que fazemos aqui referência ao facto da banda canadiana Arcade Fire ter saído dos Grammys 2011 como a vencedora do melhor álbum do ano.
Queremos ainda fazer referência a artistas como Lady Gaga e Eminem que ganharam (entre outros) os prémios de melhor álbum Pop e melhor álbum Rap, respectivamente.
Leia mais sobre "The Suburbs" aqui.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
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